Carne: EUA devem voltar a importar em 60 dias

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, acredita que os Estados Unidos vão voltar a comprar carne bovina in natura brasileira em até 60 dias. A afirmação foi feita em entrevista coletiva após reunião com o secretário americano, Sonny Perdue, em Washington. Maggi disse que há um compromisso político de reabertura do mercado assim que novas análises técnicas forem concluídas com as informações fornecidas pelo Brasil, e que não há nenhuma objeção do governo de Trump aos produtos nacionais.

Uma nova preocupação, porém, foi detectada: além de abcessos, foram encontrados pedaços de ossos em peças exportadas para lá. “A grande preocupação que senti é que em algumas partidas de carne chegaram algum tipo ou pedaço de osso ou qualquer coisa. Como o Brasil é livre de febre aftosa com vacinação acende um sinal amarelo aqui. Isso é preocupante porque nenhum país que é livre de aftosa com vacinação pode exportar peças com osso. É um ponto que temos que rever no Brasil, no nosso procedimento”, apontou.

Mesmo assim, Maggi afirmou que as mudanças já implementadas no país após a suspensão feita pelos EUA, há quase um mês, são suficientes para evitar a ocorrência desses problemas. Antes, as mercadorias eram enviadas em partes maiores. A identificação de abcessos e a presença de ossos, por exemplo, só eram possíveis na hora de retalhar a carne. Agora, os cortes são menores e a verificação se tornou mais fácil. Além disso, segundo o ministro, os frigoríficos brasileiros têm equipamentos, como os escâneres, capazes de detectar irregularidades em cada caixa que é exportada. “o Brasil vai garantir que os achados que impediam de entrar nos EUA não acontecem mais”.

Reunião Tranquila

O ministro disse que os resultados do encontro foram melhores do que ele esperava e que, por já conhecer Perdue, a reunião foi tranquila. “Penso que resultado foi melhor do que esperava. Eu não estava muito animado em função dos últimos acontecimentos, mas foi uma conversa clara, aberta. Tenho certeza que as mudanças que fizemos são tecnicamente aceitáveis e mudam muito o patamar que estava antes. Eu tenho certeza que elas serão reconhecidas pelos técnicos americanos e assim que forem aceitas, voltaremos ao mercado”.

Fonte: www.canalrural.com.br

Publicada em 02/08/2017